20/07/2011

No meu ateliê 4: Pé na Porta

Adalgisa mandou dizer que eu estava procurando estas formas de madeira há muito tempo e adivinha só onde eu achei! Na Benedito Calixto, claro!
A princípio eu queria pintá-las e deixá-las bem coloridas, mas depois me apeguei tanto a elas assim, rústicas, velhas e lindas, que fiquei com dó de pintar.
E como elas são pesadinhas, seguram a porta que é uma beleza!




Mas o que mais me fascina é imaginar a história que estas formas carregam com elas: 


"Elas eram os equipamentos de última geração da grande fábrica de calçados dos anos 50. O operário passava horas e horas moldando, recortando e martelando sapatos nas queridas amigas, até que um dia, o dono da fábrica apareceu com uma máquina que fazia tudo isso junto em menos de 30 segundos. 
O pobre operário foi demitido, pois já não tinha mais serventia na grande fábrica com tecnologia de ponta.
Levou consigo somente suas duas amigas inseparáveis e resolveu abrir uma pequena sapataria na garagem da sua casa para defender o pão de cada dia.
E eles viveram felizes assim, por muitos anos... mas o tempo foi passando e o amigo operário foi ficando cansado da vida até que um dia, resolveu descansar e se foi.
E as pobres formas de madeira foram ficando encostadas num canto da garagem, pois a viúva do operário não tinha coragem de jogar fora os pertences de seu falecido.
Mas um dia, um antigo amigo da família - que tinha uma barraquinha na Praça Benedito Calixto - viu as formas encostadas e empoeiradas e pediu para a amiga viúva que lhe permitisse vendê-las para alguém que se interessasse por elas.
E não é que bem nesse dia eu resolvi passear por lá?! Vi nas queridas formas de madeira uma nova utilidade e hoje elas são muito queridas outra vez! E estamos felizes, obrigada!"

Um comentário:

  1. No meu caminho tinha uma forma de sapatos tinha uma forma de sapatos no meu caminho rsrsrsrsrs

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